
Conteúdo feito por pesquisa: preços, limites e recursos foram conferidos nas páginas oficiais de cada ferramenta. Não testamos as ferramentas com uma empresa real; quando testamos, dizemos no texto. Como avaliamos.
O Google Discover é o feed de conteúdo que aparece no aplicativo do Google e na página inicial do Chrome no celular, sem que a pessoa digite nenhuma busca. Para aparecer nele, o Google não pede cadastro nem código especial: basta a página estar indexada e seguir as políticas do Discover. Mas a documentação oficial deixa claro que isso não garante nada, e que o tráfego vindo de lá oscila muito mais do que o da busca. Abaixo está o que o Google realmente exige, o que ele pede para evitar e como medir o resultado.
Resposta rápida
- Não existe inscrição. Página indexada e dentro das políticas do Discover já pode aparecer.
- A imagem é o ponto técnico mais importante: pelo menos 1200 px de largura, proporção 16:9 e a configuração
max-image-preview:largeativa. - Título caça-clique é problema: o Google cita clickbait e sensacionalismo como coisas a evitar.
- O tráfego é instável. O próprio Google recomenda tratar o Discover como complemento da busca, não como fonte principal.
- Para medir, use o relatório de Discover no Search Console, que só aparece depois de um volume mínimo de impressões.
Como o Discover é diferente da busca
Na busca, a pessoa digita uma pergunta e o Google procura a resposta. No Discover, é o contrário: o Google escolhe o que mostrar com base nos interesses de cada pessoa, antes de ela perguntar qualquer coisa.
Isso muda a forma de pensar o conteúdo. Não há palavra-chave para "mirar". O que decide se alguém para no seu card é a combinação de imagem, título e assunto, vistos por alguns segundos enquanto a pessoa rola a tela.
Também explica por que o tráfego é tão irregular. A central de ajuda do Search Console diz, com essas palavras, que "o tráfego do Discover é um pouco menos previsível do que o da Pesquisa". Um artigo pode receber milhares de visitas num dia e quase nada no seguinte, sem que você tenha mudado nada no site.
O que o Google exige (e o que só recomenda)
A página de documentação do Discover no Google Search Central, atualizada em 09/03/2026, separa bem o que é requisito do que é boa prática. Resumimos na tabela:
| Item | O que diz a documentação | Tipo |
|---|---|---|
| Indexação | A página precisa estar indexada pelo Google | Obrigatório |
| Políticas de conteúdo | Seguir as políticas do Discover; violações podem gerar ação manual no Search Console | Obrigatório |
| Marcação especial | Nenhum dado estruturado ou tag específica é exigido | Não precisa |
| Largura da imagem | Pelo menos 1200 px | Recomendado |
| Tamanho total | Mais de 300 mil pixels | Recomendado |
| Proporção | 16:9 | Recomendado |
| Imagem grande liberada | max-image-preview:large ou uso de AMP | Recomendado |
| Imagem preferida | Indicar via og:image ou schema.org | Recomendado |
Uma conta rápida ajuda a acertar o tamanho: uma imagem de 1200 × 675 está em 16:9 e soma 810 mil pixels, bem acima do mínimo de 300 mil. É o tamanho que usamos nas capas deste site, justamente por atender aos três números de uma vez.
A configuração que muita gente esquece: max-image-preview:large
É uma regra da tag de robots, colocada no <head> da página, que diz ao Google qual o tamanho máximo de prévia de imagem ele pode mostrar. A documentação lista três valores:
| Valor | O que o Google pode mostrar |
|---|---|
none | Nenhuma prévia de imagem |
standard | Uma prévia de tamanho padrão |
large | Uma prévia maior, até a largura da tela |
Se o site não informa nada, o Google usa o tamanho padrão. Para o Discover, o valor que interessa é o large, porque é ele que permite o card com imagem ocupando a largura da tela do celular:
<meta name="robots" content="max-image-preview:large">
Se o site já tem uma tag de robots com outras regras, não é preciso criar outra: dá para juntar tudo na mesma tag, separando por vírgula, como em content="max-snippet:20, max-image-preview:large".
Para conferir se o seu site já tem, abra qualquer artigo no navegador, clique com o botão direito, escolha "Exibir código-fonte da página" e procure (Ctrl+F) por max-image-preview. Se não aparecer, a configuração está faltando.
Vale conferir também se a página não tem, ao mesmo tempo, uma tag noindex. Uma página fora do índice não entra no Discover, por melhor que seja a imagem.
O que evitar, segundo o próprio Google
A lista de coisas a evitar da documentação é curta, mas bate de frente com hábitos comuns em sites que correm atrás de tráfego:
- Clickbait e prévias enganosas, seja no título, no resumo ou na imagem.
- Sensacionalismo que apela para curiosidade mórbida.
- Esconder a informação principal para forçar o clique ("você não vai acreditar no que aconteceu").
- Imagens genéricas, como logotipos, e imagens cheias de texto.
O ponto das imagens merece atenção. A tentação é usar a logo da ferramenta sobre um fundo liso, porque é rápido. Só que a documentação cita logotipos justamente como exemplo de imagem genérica. Uma imagem que mostre o assunto do artigo, sem texto escrito por cima, tende a funcionar melhor no feed, onde o título já aparece ao lado.
Antes e depois: um exemplo fictício
Para ver a diferença na prática, imagine um artigo sobre a mudança de preço de uma ferramenta de automação. Os textos abaixo são inventados só para ilustrar.
| Elemento | Antes | Depois | Por quê |
|---|---|---|---|
| Título | Ninguém esperava essa mudança na ferramenta que todo mundo usa | Ferramenta X sobe o plano básico para US$ 19: o que muda para quem já assina | Diz o assunto e o impacto, sem esconder a informação |
| Imagem | Logo da ferramenta em fundo branco, 600 px | Ilustração de um fluxo de automação, 1200 × 675, sem texto | Mostra o tema, tem o tamanho pedido e não é logotipo |
| Resumo | Descubra o que aconteceu | O aumento vale a partir do próximo ciclo de cobrança e não afeta o plano gratuito | Entrega o fato principal logo de cara |
O Discover também filtra alguns tipos de página que não combinam com um feed de interesses, como candidaturas a vagas, petições, formulários, repositórios de código e sátira sem contexto. Se o seu conteúdo é desse tipo, não espere tráfego de lá.
Como medir no Search Console
O caminho é: Search Console → Desempenho → Discover. O relatório mostra três números:
| Métrica | O que significa |
|---|---|
| Impressões | O card do seu conteúdo apareceu na tela enquanto a pessoa rolava o feed |
| Cliques | A pessoa clicou no card |
| CTR médio | Cliques divididos por impressões |
Dá para filtrar por data, página (inclusive com expressão regular), país e tipo de aparição no Discover, como Web Stories e vídeos. O período padrão é de três meses, e o Google informa até 16 meses de histórico.
Um detalhe que confunde quem está começando: o relatório só aparece depois que o site atinge um número mínimo de impressões no Discover, e o Google não diz qual é esse número. Se a opção "Discover" não aparece no menu do seu Search Console, isso não é erro de configuração. Quer dizer só que o site ainda não teve impressões suficientes por lá.
O que fazer agora
- Confira o código-fonte de um artigo e procure
max-image-preview:largeeog:image. Se faltar algum, corrija no tema ou no plugin de SEO do seu site. - Revise as capas dos artigos mais importantes: largura de pelo menos 1200 px, proporção 16:9, sem texto na imagem e sem ser só um logotipo.
- Releia os títulos perguntando "isso esconde o assunto para forçar o clique?". Se a resposta for sim, reescreva de forma direta.
- Abra o Search Console e veja se o relatório de Discover já aparece. Se aparecer, compare o CTR entre artigos com capas diferentes antes de mudar tudo de uma vez.
- Não monte a estratégia do site em cima do Discover. Continue produzindo conteúdo que responde a buscas reais e trate o Discover como bônus.
O lado ruim do Discover
Quem já viu um pico de Discover conhece a tentação de repetir a fórmula. O problema é que não há fórmula garantida: o próprio Google fala em tráfego "menos previsível ou confiável" e recomenda enxergá-lo como complemento do tráfego de busca.
Na prática, isso tem dois efeitos. Primeiro, é arriscado contar com o Discover para pagar contas, por exemplo com receita de anúncios, porque um mês bom pode ser seguido de um mês quase zerado. Segundo, a pressão por cliques empurra muitos sites para títulos exagerados, que é exatamente o que as diretrizes pedem para evitar. Um card que engana pode até gerar clique hoje, mas vai contra as políticas e pode levar a uma ação manual.
O caminho mais seguro é o mesmo da busca: conteúdo útil, título honesto e uma imagem boa. Se o Discover vier, ótimo.
Para continuar: revise seus artigos com o checklist de SEO on-page com 15 itens e veja como pesquisar palavras-chave de graça.
FAQ — Perguntas Frequentes
- Preciso me inscrever em algum lugar para aparecer no Discover? Não. Segundo o Google, o conteúdo indexado que segue as políticas do Discover já pode aparecer, sem tag ou marcação especial. Mas aparecer não é garantido.
- Por que o relatório de Discover não aparece no meu Search Console? Porque ele só é exibido depois que o site atinge um volume mínimo de impressões no Discover. O Google não divulga o número exato.
- Qual o tamanho ideal de imagem? A documentação pede pelo menos 1200 px de largura, mais de 300 mil pixels no total e proporção 16:9. Uma imagem de 1200 × 675 cumpre as três condições.
- Posso usar a logo da ferramenta como capa? Não é o ideal. O Google cita logotipos como exemplo de imagem genérica a evitar no Discover.
- Vale a pena escrever pensando só no Discover? O próprio Google recomenda tratar o Discover como complemento da busca, porque o tráfego oscila bastante e não depende de você.
Fontes
- Google Search Central — Google Discover e seu site
- Central de Ajuda do Search Console — Relatório de performance do Discover
- Google Search Central — Especificações da tag meta robots (max-image-preview)
Nota editorial
As informações deste artigo vêm das três páginas oficiais do Google listadas acima, consultadas em 28/09/2026. O exemplo de antes e depois é fictício. A página do Discover no Search Central indicava atualização em 09/03/2026. As regras do Discover mudam com frequência: confira sempre a versão atual dessas páginas. Não temos dados próprios de tráfego do Discover para compartilhar, então o artigo não traz números de desempenho. Nenhum link deste artigo é de afiliado.
Este artigo foi produzido com apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por Gustavo Leite antes da publicação, com checagem das fontes citadas.
Gustavo Leite — Editor Chefe, Produtor de Conteúdo e Pesquisador do mercado de ferramentas SaaS